The Recording Academy: Selena Gomez sobre o seu fetiche por remixes, queijo & os tardios anos 60
FETISHVIDEOBANNER2

A Selena Gomez ilumina cada espaço assim como apenas uma verdadeira super-estrela consegue fazer. Tanto que ficas com a sensação de que ela tem o mesmo efeito raro em qualquer lugar, deixada sozinha num estúdio de gravações, num set de filme ou numa sessão fotográfica.

grammy
No que diz respeito à sua música, a cantora/compositora de 25 anos tem satisfeito os seus fãs em 2017 com o lançamento de dois mega singles, “Bad Liar” e “Fetish”. Serão gotículas — tal como ela, afetuosamente, lhes chama — uma pista de algo maior a caminho? “Coisas especiais vão acontecer,” ela sorri.

Entrevistamos a multi-talentosa cantora/compositora/atriz para desvendar como as sementes para “Fetish” foram plantadas há anos atrás, onde a sua cabeça está relativamente ao seu novo álbum, o seu prato favorito de caçarola e a era à qual Selena Gomez realmente pertence.

“Fetish”tem sido escolhida a música do verão por muitos outlets. O que te levou a colaborar com o Gucci Mane nesta faixa?

Na verdade, trabalhei com o Gucci há seis anos atrás, num filme chamado Spring Breakers. Ele afastou-se por uns tempos… e eu adorava-o (risos). Mas sempre fui uma grande fã…falámos por Facetime em Miami e eu perguntei-lhe se lhe poderia enviar algumas músicas. Ele sempre verbalizou os seus gostos musicais. Enviei-lhe três músicas e ele respondeu imediatamente a “Fetish.”

Dois dias depois, ele enviou-me uma mensagem… Ele terminou o seu verso e enviou-me. Perguntou, “Gostas? Devo mudar alguma coisa?” Foi super querido. Meio que aconteceu organicamente, que eu acho ser a melhor maneira de colaborar com alguém  — encontrar algum terreno comum. E isso tornou-se em “Fetish”.

Por falar nisso, acabaste de lançar um remix de “Fetish” com os Galantis. O que provocou isso?

Remixes são-me, realmente, importantes. O meu primeiro single de sempre, quando tinha 16 anos, foi “Naturally”, e meio que foi uma faixa de dança EDM. Não foi, verdadeiramente, predominante mas os seus remix tornaram-se populares. Essa foi a primeira area na qual fui reconhecida e temse tornado um enorme espaço para todos. Quando faço uma música que sinto que seria apropriado fazer um remix, isso acontece de uma maneira em que quero as melhores pessoas a fazer parte disso ou ver quem quer fazer, obviamente. Depois passa por enviar a quem quer que seja e um percurso de vai e volta. [Este remix com os Galantis] tornou-se uma dessas coisas. Cada música que tenho, sinto sempre como se houvesse um remix favorito. 

Tens dado dicas de uma colaboração com o Marshmello a caminho. E no início deste ano lançaste “It Ain’t Me” com o Kygo. O que te está a inspirar em seguir uma direção EDM? 

Acho que é engraçado reconhecer todos os espaços. Neste momento, sou bastante sortuda em experimentar diferentes áreas. Com “Good For You”, “Bad Liar” e “Fetish”, sinto que poderia existir em diferentes espaços com o tom que tinha e descobrir com quem adoraria colaborar e a história pela qual eles estão a passar. Quero ter uma voz em diferentes áreas nas quais sinto que é algo com o qual me posso relacionar. Depois eu adoro pessoas então há isso. Dás-te com pessoas e queres trabalhar com elas porque são ótimas pessoas. Isso também acontece. Sempre quis tentar coisas diferentes com a minha música. 

Os detalhes têm sido escassos num novo álbum. Podes revelar alguma informação nova? 

No que diz respeito a um álbum, sinto como se as pessoas – especialmente os meus fãs – digerissem a música demasiado rápido. A música na qual trabalhei, na verdades, sinto que tenho um álbum completo. Mas ainda há uma parte de mim que sente como se eu me quisesse certificar de que direi tudo o que quero, porque não tenho, realmente, momentos onde posso voltar atrás. E não é tão fácil assim fazer isso quando és mais velho. Sinto que quando somos novos podemos ser um pouco emotivos e dizer coisas que talvez possamos retirar. Mas agora, estou a conter as minhas palavras mais do que nunca. E isso é importante. Elas têm mais peso agora. Então estou um pouco nervosa. Estou à espera para ver quando é o momento certo.

Então se estivéssemos a apostar, poderíamos dizer que no final deste ano haveria um novo álbum?

Não sei se no final do ano. Quer dizer, vão acontecer coisas especiais. Há pequenas coisas a caminho. Conhecendo-me, e toda a gente que me conhece, eu poderia dizer “Na próxima semana, vamos lançar um álbum”. E eles iriam abanar a sua cabeça e dizer “Tudo bem, vamos fazer isto. É a Selena.” História da minha vida (risos). 

No segmento de 73 Perguntas da Vogue, mencionaste que se não estivesses na música ou nos filmes serias um uma chef. Se estiveres a dar um jantar, o que cozinhas?

Adoro caçarolas. Provavelmente conteria bastaste queijo. Teria uma travessa de queijo. Na verdade, o meu jantar inteiro seria temático de queijo — caçarolas, pão com queijo, e tomates. 

Qual é a tua caçarola nº1?

Provavelmente a minha de brocolos-cheddar-frango. 

Anteriormente mencionaste que sentes que nasceste na “era errada”. Qual seria a era em que a Selena Gomez deveria de ter nascido? 

Acho que toda a gente meio que se sente assim uma vez na vida. Tenho períodos em que passo por fases. Meio que balança na beira dos anos 70 e talvez nos finais dos anos 60. E isso é uma grande parte da música, eu acho, apenas pela maneira como me faz sentir. E depois o que estava a acontecer, o espaço mental onde toda a gente estava com a tecnologia e os filmes. Sinto que essa era seria fixe.

Matéria: Grammy | Tradução & Adaptação de Texto: Selena Gomez Portugal



Deixe seu comentário!


Selena Gomez Portugal • 2012 - 2016 © Todos os direitos reservados
Design por Filipa Freire | Layout por Ana Liziane