InStyle US: Selena Gomez estrela capa de Setembro e comenta sobre estado de espírito atual, saúde mental, projetos, namorado e mais!
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As edições de revistas de moda de Fevereiro e Setembro são consideradas as de maior importância do ano, tendo Selena Gomez sido anunciada a estrela da capa da próxima edição da InStyle US! Numa sessão fotográfica magnífica que contou com vestuário Coach – bem como serviu para apresentar a sua mala em parceria com a marca – e Louis Vuitton e bastidores super divertidos, a acompanhar toda esta multimédia encontramos uma entrevista bastante diferente do comum. A mesma não se focou na divulgação de alguma música, filme ou projeto em específico, abordou um pouco de tudo, tocando em temas como o seu estado de espírito atual, estadia e momento de saída da clínica de reabilitação – assim como a sua decisão em comparecer aos American Music Awards – o seu namorado e cantor The Weeknd, os seus regressos ao Texas e muito mais! Confere tudo abaixo:

FOTOS:

Capas (Geral + Exclusiva dos subscritores):

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Sessão fotográfica:

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Bastidores:

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VÍDEOS:

Bastidores:




InStyle September issue.

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Perguntas & Respostas:


ENTREVISTA:

A Selena Gomez entra no “Sunset Tower Hotel” em Los Angeles e eu juro que ela parece mais alta. Ela está a usar umas calças da “Free People” e tem saltos altos, como é óbvio – ela não conseguiu 123 milhões de seguidores sem parecer bonita. Mas é algo mais súbtil que isso. Ela parece mais… madura.

Ela pede uma salada (“Eu vou tratar de mim mais tarde, os meus avós vão comigo comer um BBQ ao estilo do Texas”, diz ela, reconhecendo o seu pedido como algo ligeiro. “Eu na verdade vivi aqui [no hotel] durante três meses”, explica ela, acrescentando que “Eu estava a passar por uma fase muito complicada na minha vida, então decidi viver aqui.

A última vez que a entrevistei foi há 4 anos e para outra revista. Ela levou-me a um “Hooters” no Valley, onde ela era uma cliente habitual. Ela pediu picles fritos. Ela tinha um cabelo comprido, usava uma gorro e sujou-se com ketchup na camisa de flanel. Nós grávamos um pequeno vídeo juntas e ela trouxe um saco com roupas da sua coleção da “Dream Out Loud”.

Isso, como é óbvio, já foi há muito tempo. Envolvida numa tempestade do facto de ser uma celebridade e das redes sociais, Gomez atravessou essa onda. “O seu saco de roupa de casa” incluí contratos com a Pantene e com a Coach. O Hooters é agora o “Sunset Tower Hotel”. Neste verão, ela tem lançado novas músicas, em pequenas partes no seu Instagram previamente, com uma voz num nível similar da Adele. E como é óbvio, o seu primeiro namorado público, Justin Bieber, já é história (Na altura em que foi realizada esta entrevista, a sua relação com o The Weeknd tinha 6 meses).

Continuando nas metáforas relativas ao oceano, os 10 anos de fama não foram assim tão suaves para navegar. No ano passado teve 3 meses num centro de reabilitação no Tennessee por depressão e ansiedade. Aos 25 anos, ela está a conciliar a fama com os dilemas da vida de adulta. Então é com alguma ironia que ela olha para uma fotografia sua numa moldura e diz a rir “Eu ainda tenho a habilidade de parecer que tenho 15.”

Gomez tem um poder especial: A sua fama não vem só do que ela cria, como se veste e sobre quem ela namora mas também pela forma como ela sofreu e como se levantou. Ela não é grande adepta da infância enquanto estrela do Disney Channel, onde estrelou a série “Feiticeiros de Waverly Place” “Eu acho que é um pouco disfuncional estar nesta indústria tão nova, numa altura em que estás a tentar perceber quem tu és. Eu não recomendo.”

Mas de alguma forma, Gomez conseguiu juntar tudo numa espécie de elixir, o que não alimenta apenas os seus fãs, os seus colaboradores, o seu negócio mas também a faz sentir melhor. Mas eu vou deixá-la falar.

LAURA BROWN: Ainda vais ao Hooters?
SELENA GOMEZ: Ya! Mas não tanto. Agora, quando cuido de mim, o que faço a 100%, é mais do tipo, “Vou sair com os meus avós”, em vez de “Hey, bora ao Hooters cinco vezes esta semaan poque sou viciada com tudo o que é frito”. Estou a tentar tomar um pouco mais conta de mim.
LB: Não podes ir ao Hooters a toda a hora.
SG: Pois não, por mais que goste.
LB: As coisas mudaram bastante nos últimos quatro anos—tudo parece bem maior.
SG: Eu sei. No Instagram os meus fãs publicam estes vídeos antigos e eu emociono-me porque fico tipo, “Uau, a minha vida é tão diferente agora”. Não negativamente, mas é apenas louco. Realmente é.
LB: É muito com o qual lidar—saber que és assim um negócio e tantas pessoas a contar contigo?
SG: Pode ser tudo um pouco demais, mas eu tento e equilibro isso com o que me faz feliz. Se faço parte de um projeto realmente bom, posso-me inclinar para tudo isso.
LB: Tens vestidas as tuas calças de menina-crescida. Como te sentes com elas?
SG: Sabem bem. São de cintura subida. [Risos]
LB: Quando foi a última vez que andaste por aí e não foste reconhecida?
SG: Sinceramente, se assisto a um filme com as minhas amigas em calças de fato de treino, não há problema. Mas quando estou a ceder entrevistas e fiquei com o cabelo arranjado e maquilhagem por duas horas, é meio óbvio.
LB: Abaste de fazer 25 anos; estás no teu próximo quarto de vida.
SG: Eu meio que queria que os números não existissem, por vezes, porque há dias em que sinto que tenho 15 anos e há outros em que acordo e tenho 40. É tão estranho, como um ano pode mudar tudo. No ano passado cancelei a minha tournée e afastei-me por 90 dias e foi a melhor coisa que alguma vez poderia ter feito. Não tinha telemóvel, nada e estava assustada. Mas foi fantástico e aprendi muito.
LB: Noventa dias é muito tempo.
SG: Parei de me preocupar com tudo aquilo com que me preocupava. Saí e sentia, “Certo, só posso ir para a frente”. E ainda há dias assim. Vou à terapia. Acredito nisso e em falar sobre onde estás. Mas estou num momento/lugar realmente saudável.
LB: Como foi lá estar? Foi um choque regressares à tua vida?
SG: Eu estava no campo e nunca arranjei o meu cabelo; Tive parte de equoterapia, o que foi tão bonito. E foi difícil, obviamente. Mas eu sabia o que o meu coração estava a dizer e pensei, “Certo, acho que isto me ajudou a tornar-me mais forte para as outras pessoas.” Quando saí foi-me pedido para ir aos American Music Awards e todos à minha volta disseram, “Faz o que te deixar confortável”. Não queria que os meus fãs tivessem uma visão negativa sobre cuidarmos de nós próprios então fui em frente, a primeira vez que pisei aquela red carpet foi tão emocionante. Senti como se as minhas costas estivessem a soar.
LB: Quando estavas a ceder entrevistas para a série da Netflix da qual foste produtora-executiva, 13 Reasons Why, disseste, “Quanto mais velha, mais insegura fico”. Conta-me porquê.
SG: Isso foi o que mais trabalhei na terapia. Devido às redes sociais, a toda a pressão que as raparigas têm, é tão difícil. É bom estar ligar, ver coisas e saber aquilo que os teus amigos estão a fazer. Mas também permite que as pessoas pensem que têm de parecer bem ou de certo modo. Lembro-me quando tive a minha série da Disney, andava por aí sem preocupação e a fazer as crianças rir. Estava por todo o lado. E agora parece que aumentou—há pessoas feias a tentar tirar coisas negativas de ti e a energia faz-te sentir mal contigo. Não consegues evitar. É difícil encontrar quem és durante toda essa confusão e pressão.
LB: Grande parte da tua celebridade vem da tua franqueza. Como sabes o que partilhar ou não?
SG: Tive a opção de deixar que isso me enlouquecesse e me deitasse abaixo ou simplesmente permitir-me ter conversas verdadeiras com as pessoas. Então cheguei a um ponto onde penso, tenho esta plataforma e posso continuar a fazer o que amo e ligar-me com as pessoas que sentem que cresceram comigo. Não partilharei coisas que não queira.
LB: Como te tratam as pessoas na tua cidade natal, Grand Prairie, no Texas? Tens lá estado muito?
SG: Acabei de lá estar para o aniversário do meu afilhado. Foi fantástico. Eu vou aos mesmos restaurantes que costumava ir e eles dizem, “Bem-vinda a casa, Menina Gomez!” Quando vou, visito a minha família e passo um tempo em casa com os meus avós, como comida caseira e passeio pelo parque. É uma viagem muito desligada [do mundo].
LB: Parece que estás realmente feliz agora também com o teu namorado, Abel.
SG: Estou realmente. É ótimo. Não dependo de uma área da minha vida para ser feliz. É-me realmente importante amar e nutrir os meus amigos e família e certificar-me que nunca sou influenciada por um rapaz. Tenho querido estar num espaço forte há anos e não estava realmente. Antes, era tão nova e facilmente influenciada e sentiria-me insegura. Queres alguém que acrescente algo à tua vida, não que te complete, se é que faz sentido. Sou sortuda porque ele é mais um melhor amigo do que qualquer outra coisa.
LB: Escreveste, numa publicação recente no Instagram,“Finalmente batalhei a luta de não ser suficiente”.
SG: Isso remete para onde estou na minha vida—claro que me preocupo, mas cada vez menos e isso é tão libertador. O meu sustento não pode depender em “Gostam de mim?”. Quando estava na Disney, era do tipo, “Oh, não gostaram?”. Isso magoa-te.
LB: Como aprendeste a falar por ti própria?
SG: Aprendi o poder de dizer que não—sinto-me empoderada quando o digo. Recentemente, estive sozinha com pessoas da minha gravadora, olhei para a mesa e disse, “Respeito as vossas opiniões mas vão-me deixar tomar a decisão final. Dêem-me apenas alguns dias para pensar.” E eu sai e senti-me como se fosse a Anne Hathaway em The Devil Wears Prada, do tipo, “Eu acabei de … fazer isto?” Soube bem porque não fui desrespeitosa. Apenas honesta.
LB: Tens alguns singles novos lançados e um álbum a caminho. Queres entrar em tournée novamente.
SG: Quero. Estar em tournée é uma das partes mais bonitas de fazer música. Ver a cara das pessoas, ligar-me a eles, é apenas—Fiquei muito emocionada ontem no meu Instagram com os meus fãs porque estava a experimentar os meus sentimentos.
LB: E também tens alguns projetos de moda este outono—conta-me sobre a mala que desenhaste com a Coach.
SG: O diretor criativo da Coach, Stuart Vevers—é um anjo. Ele foi simplesmente tão aberto em relação à nossa colaboração. Se estou a trabalhar num filme, escrita, produção ou moda, quero estar rodeada pelas melhores pessoas para poder crescer. Estou realmente orgulhosa do que criei.
LB: Quando tens um grande número de premieres a caminho, dedicas um dia a apenas experimentar roupas?
SG: Ya. É divertido porque as minhas amigas vêm todas e estão a comer batatas fritas do tipo, “Aquele é tão giro!” e eu do tipo, “Eu sei!”. É um mini desfile de moda, basicamente.
LB: 13 Reasons Why terá uma segunda temporada. Esperavas as opiniões polarizadas sobre o projeto quando entraste no mesmo?
SG: Não pensei que explodiria desta maneira, quer positivamente, quer controversamente, óbvio. Então, na segunda temporada, respondemos a muitas das questões que foram levantadas. E acho que, se a série permite o começo de uma conversa à mesa de jantar, mesmo que seja um “Isso é terrível” ou “Isso foi ótimo”, continua a ser o começo de uma conversa. Assustou as pessoas, mas é realmente importante.
LB: Agradeço o facto de não andares por aí à toa. Poderias simplesmente lançar música agora e depois outra e depois estrelar numa comédia. Mas estás sempre a forçar em coisas que são mais reais.
SG: É apenas porque muitas coisas aconteceram na minha vida. Tive momentos em que me sentia, “Porquê que faço isto quando há outras pessoas a ter três trabalhos para ter o que necessitam?” Cresci com uma mãe, um pai e uma família que trabalhavam tanto—eu testemunhei isso, sabes? Fizeram-me o mais feliz que puderam mas até eu ter por volta dos 16/17 anos foi realmente difícil. Então, quero usar a minha voz para fazer parte de coisas e falar, seja sobre saúde ou felicidade ou caridade. Se tenho esta platafomra, porque não usá-la?
LB: O quão ambiciosa és?
SG: Bastante. Não tenho medo de estar errada agora, porque preferia dizer “Defendo isto”. Não podes ter medo de cometer erros porque é assim que se descobre tudo. Sou ambiciosa em todas as áreas da minha vida. Quero ser uma filha melhor, uma amiga melhor, uma influência melhor. Quero sentir algo.

Editora de moda: Kate Young. Cabelo: Danilo para a The Wall Group. Maquilhagem: Hung Vanngo para a The Wall Group. Manicure: Tom Bachik. Design do set: Daniel Graff para a MHS Artists.

Fonte: InStyle Us | Tradução & Adaptação de Texto: Selena Gomez Portugal



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