BoF: Em entrevista emotiva, Selena Gomez comenta sobre solidão, problemas mentais, fama & mais!
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Para celebrar a sua capa na edição especial da revista Business of Fashion, Selena Gomez cedeu uma entrevista bastante emotiva donde abordou alguns pontos difíceis da sua infância nos holofotes que mais tarde deu lugar a problemas como a solidão, problemas mentais, etc.. Podes conferir a entrevista completa aqui abaixo:

Qual achas que é o maior desafio para a tua geração, a geração milenar?

O maior desafio é separar aquilo que vês no telemóvel daquilo que é a tua vida. Muitas raparigas jovens estão a ficar cada vez mais envolvidas com coisas que eu nem conheço, rapidamente. Há adolescentes com 13 anos que parecem ter 25, nessa idade eu ainda usava tranças e corria por aí, brincava com as minhas amigas às bonecas e talvez escutávamos o disco do Jesse McCartney num tocador de discos [na idade de 13 anos]. Isso não foi há tanto tempo atrás, e é isso que me assusta. Eu vejo uma desconexão nas ligações das pessoas na vida real, e isso preocupa-me. Eu acho que as redes sociais são uma maneira fantástica para ficar conectado, para aprender mais coisas sobre o que está a acontecer fora da nossa bolha, mas ás vezes eu acho que é demasiada informação.

Há algum aspeto positivo de fazer parte desta geração?

Sim. Acho que podemos pavimentar uma maneira que poucas pessoas tiveram a oportunidade de fazer quando eram mais jovens. Nós temos uma voz e temos uma plataforma, então somos capazes de chegar a pessoas de todo o mundo utilizando apenas o nosso telemóvel, o que é extraordinário. Sempre me quis conectar com pessoas de todos os sítios quando estava em tournée, e essa era a única maneira que eu conseguia, e agora a partir deste estranho dispositivo eu também o posso fazer, o que é ótimo.

Quais são as características que fazem a tua geração diferente – sem ser as redes sociais e a tecnologia?

Há mais liberdade de expressão, não apenas nas redes sociais, mas através da moda, e na habilidade de dizer coisas e saberes expressar-te em como te sentes, talvez a tua sexualidade ou a tua personalidade. Tem-se tornado um tema de conversa mais aberto. A minha mãe e os meus avós contaram-me histórias malucas, só para ver o quão longe chegámos. Eu sei que ainda há bastante trabalho para fazer, não me esqueço disso, mas sinto que estamos numa nova onda, que abana tudo o resto – através das nossas ações, através da nossa comunidade, através de tudo, através da moda e da música. Temos que pavimentar esse caminho. É bastante porreiro.

O que queres dizer com histórias malucas?

A minha história é um pouco diferente. A minha mãe teve-me quando tinha 16 anos, não somos da melhor área, os meus avós viveram na mesma casa durante bastantes anos e têm bastantes histórias. E eu sou do sul de Texas. Há este grande fator da vida do sul que é lindo, e penso demasiado em que quem eu sou é uma rapariga do Texas de coração. Mas também há a maneira de como todos os outros pais cresceram. Eles tinham medo, eles estavam abalados pelas experiências que lhes tinha acontecido. Não podiam falar tanto como falam agora. A minha mãe passou por tanta coisa diferente que não é justo. Obviamente ela era uma jovem rapariga branca com um homem Mexicano e isso – até no secundário da minha mãe – era um pouco estranho no início. É diferente agora. Eu não tive que experimentar certas coisas que eles tiveram. 

 Vamos voltar para os teus dias de infância. Eu estive algum tempo a olhar para algumas entrevistas de quando eras da Disney. Foste sempre tão equilibrada e confiante?

Tenho feito isto desde que tinha 7 anos. Para ser honesta eu acho que não conheço nada diferente que isto. Foi um bom treino, mas eu vou dar o crédito à minha mãe, porque ela era consciente, por alguma razão, daquilo que me poderia acontecer. Ela sempre me disse que eu me tinha de divertir, e se não o tivesse a ser ou se eu não estivesse a aprender nada ou que não esta a crescer enquanto pessoa, ela queria-me tirar disso. Ela dizia, ” Esta indústria vai dizer-te que és perfeita e que és maravilhosa, e eu vou dizer-te que não és melhor ou maior que ninguém. Tu és a pessoa que és, e tens muita sorte.” Isso é uma coisa que eu tenha repetido varias vezes na minha cabeça. Ela ensinou-me a ser simpática, e isso tem a ver com perceber o lugar donde estou. Mas ficou cada vez mais difícil à medida que fui crescendo. Eu era mais confiante quando eu era mais nova daquilo que eu sou agora.

 Quando estavas a começar, achaste a ideia de fama apelativa? E isso mudou com o tempo?

Acho que começou a mudar quando eu comecei a aperceber-me que estava a ser conhecida por coisas que não eram relacionadas com o meu trabalho. Foi aí que a minha paixão começou a sentir que iria cada vez mais longe. E isso assustou-me. Quando eu era mais nova, era tudo divertido. Quando eu comecei a fazer convenções e 100 pessoas apareciam, eu ficava muito admirada. Esse era o melhor sentimento do mundo. Mas quando comecei a crescer, comecei a tornar-me cada vez mais exposta à verdade atrás das coisas e foi aí que as coisas começaram a mudar. Eu apercebi-me disso, “Oh isto até é bastante difícil, e meio que pegajoso em certas áreas,” e eu não percebi que certas pessoas queriam certas coisas de mim. A minha confiança diminuiu bastante nessa altura.

Lembraste do que estava a acontecer nessa altura em que tudo começou a mudar para ti?

Eu lembro-me de sentir bastante violada quando era mais nova, mesmo quando estava na praia. Eu tinha talvez 15 ou 16 anos e as pessoas estavam a tirar fotografias minhas  – fotógrafos. Eu não acho que alguém soubesse quem eu era. Mas eu senti-me bastante violada e não gostei disso, nem percebi, e era estranho, porque eu era uma rapariga jovem e eles homens adultos. Não gostei dessa sensação. Então, na última temporada da minha série, eu tinha provavelmente 18 anos e foi aí que senti que essa reviravolta aconteceu. Eu não senti que isso era sobre a minha arte. Eu estava na quarta temporada da minha série e eu senti como se tivesse superado isso. Eu queria que fosse diferente e obviamente eu apaixonei-me pela primeira vez. Havia tantas coisas a acontecer e eu não sabia o que fazer.

E mesmo assim continuaste…

E também parei. Eu parei e depois continuei, porque eu apercebi-me que precisava de me desafiar a mim mesma. Será que eu amo isto? Será que vale a pena? Eu olhava para o público na minha tournée e pensava, ” Sim, isto vale a pena, certo?” Mas depois eu olhava-me no espelho e eu sentia-me do tipo ” Eu já aguentei demasiado, acho que não posso continuar com isto.” E eu parei por um segundo. Mas isso não significava que eu não amasse isso, apenas tinha que descobrir o que iria fazer com isso. Desde que esteja saudável e feliz na minha mente, é tudo sobre isso.

Sim falaste muito abertamente sobre os problemas da tua saúde mental. É a saúde mental o problema mais grave da nossa geração? Ou sentes que sempre esteve presente e as pessoas só estão a começar a falar sobre isso agora?

Eu acho que sempre esteve presente. Quando eu tirei algum tempo para aprender sobre os meus sentimentos e as minhas frustrações, e donde as coisas me começavam a frustrar, houve esta grande névoa que se levantou da minha vida porque depois eu percebi. Eu acho que isso tinha de fazer parte do ensino básico. Tu sabes quando no jardim de infância eles ensinam-te a cara feliz e a cara triste e a cara de irritado – ” esses são os sentimentos que estás a sentir.” Eu amo isso, mas eu acho que tinha de ser mais sofisticado  e através do ensino básico e secundário porque é uma coisa que todos nós precisamos de descobrir. As pessoas lutam contra algo todos os dias e eles pensam, ” Oh é apenas o ensino básico, ou não sou bom o suficiente, ou sou demasiado bom.” Tudo se resume a aprender. Eu espero que a nossa geração fale sobre isso mais, mas eu acredito que esse problema sempre esteve presente

Quais são as coisas mais importantes que os jovens deveriam saber sobre a saúde mental?

Primeiramente tens de te educar, de perguntar a alguém que tu respeitas, Não digas, ” Oh eu preciso de perguntar a toda gente que me rodeia na minha turma se isto é algo que eu deva fazer,” mas pergunta a alguém que tu respeites. Eu perguntei a professores, treinadores, managers, pessoas que eu respeitava pela maneira que eles viviam a sua vida. Eu perguntava-lhes, ” Como chegaste a este lugar? Como era quando tinhas 25 anos? Quais eram as coisas em que pensavas?” E depois disso, estar com pessoas positivas. Tu és igual às pessoas com quem te dás – 100%. Se te rodeias por pessoas que pensam que este tipo de coisas são idiotas, que pensam que isto é ridículo – “Tu estás maluco! Tu estás bem!” – mas tu não te sentes assim, então talvez seja hora de avaliares isso. É uma jornada solitária perceber donde estas coisas todas vêm. E de te separares disso. Torna-se um vício, um hábito, voltar a treinar a tua mente para não ires para esses sítios sombrios donde tu dizes qualquer coisa de errado, fazes cosias erradas, quando usas uma certa roupa ou representas uma certa cultura. Mas é solitário, perdi muita gente na minha vida para chegar donde estou.

O que queres dizer com isso?

Tens de descobrir as pessoas que estão no teu círculo. Eu sinto que conheço toda gente mas que não tenho nenhum amigo. [Risos] Eu tenho 3 bons amigos a quem eu posso dizer tudo, mas eu conheço toda gente. Eu vou a algum lado e sou do tipo, ” Hey pessoal, como estão?” E é tão bom sentir-me conectada ás pessoas, mas ter limites é tão importante. Tens de ter essas poucas pessoas que te respeitam, querem o melhor para ti e tu queres o melhor para elas. Soa estranho, mas é bastante difícil.

Quantos problemas pessoais teus foram aumentados por estares debaixo do holofote? Achas que seria igual?

[Risos] Todos eles! Que seria igual se eu tivesse numa escola regular?

Sim, quer dizer, se não fosses a Selena Gomez, uma estrela internacional e a pessoa mais seguida do Instagram, e fosses a Selena Gomez, uma pessoa normal e ter um trabalho normal.

Não, eu acho que teria todos esses problemas. Acho que os meus [problemas] são um pouco aumentados por causa do seu aspeto, mas eu acho que eles são bastante similares. Quando se trata sobre coisas internas – as inseguridades, crescer, amizades, família, saúde mental, todas essas coisas.

Vamos falar sobre as redes sociais durante um minuto. Primeiro de tudo, como te sentes ao tornar-te a pessoa mais seguida do Instagram?

Eu não conseguiria dizer-te.

Não fazes a mínima ideia?

[Risos] Não! Eu nem percebo isso, não, eu realmente não percebo. Eu amo a aplicação, e foi apenas isso que aconteceu. Eu acho que demasiado vocal nisso. Talvez demasiado real, e já me meti em pequenos problemas ocasionalmente, mas eu acho que as pessoas gostaram da autenticidade que eu representava – às vezes muito mal. Eu não tenho nenhuma fórmula, eu não penso sobre isso. Talvez seja por isso, porque eu não penso sobre o assunto.

É uma plataforma tão poderosa. Tu tens usado não apenas para mostrar a tua criatividade, mas também para ser bastante transparente sobre as coisas que estão a acontecer na tua vida.

Eu fiz isso sobre as pessoas que eram más para outras pessoas, ou comentários que refletiam o meu caráter, todas essas coisas. Isso sugou-me. Fiquei tão investida nisso que me senti como se me esquecesse que havia todo um mundo a acontecer, que a maioria das coisas que procurava não vinham de lugares autênticos. Metade disso não são necessariamente palavras que eu deveria aceitar. Tive de me treinar para ser cautelosa com isso.

Lês comentários maldosos?

Sim porque eles estão lá! Eu lembro-me que quando comecei a usar a aplicação quando foi criada, não porque alguém estava do tipo ” Hey, tenta isto!” mas só porque toda a gente falava sobre isso, então pensei eu tentar. E com o meu telemóvel isso mudou tudo, Quando não a tenho, e não tenho a aplicação no meu telemóvel durante um segundo, é bom. Mas depois eu fico animada quando volto a ela e é uma coisa estranha.

Então, quando é que começaste a desenvolver a tua relação com a indústria da moda?

Eu diria talvez há 4 anos atrás. Foi através da Kate Young. Ter uma amizade com a Kate realmente me abriu os olhos. Ainda estou a aprender, mas foi isso que criou a nossa amizade e abriu as portas, Eu não percebia muita coisa no mundo da moda,  as cposas que as pessoas não vêem. Eles vêem a imagem imediata, e eles vêem, ” Oh aqui está uma bonita foto de uma pessoa bonita a usar estas roupas”, mas eles não percebem o que está por trás disso. Quando eu comecei a perceber a perícia e como as pessoas se dedicam em fazer isso, e como tudo é tão delicado, os meus olhos abriram-se. Há alguma coisa que acontece quando eu ponho uma peça de roupa bonita. E não é só quando estou a fazer personagens ou videoclipes. Eu sinto que isso afeta completamente a maneira como eu vou para algum lugar. Sou muito dramática, amo ser expressiva com as coisas. Então se tiver uma boa roupa e o meu cabelo está perfeito e sinto-me bem!Eu tenho uma nova aura sobre mim

A moda faz-te sentir bem!

Acho que sim! Mas eu aprendi a compreender os dois lados. Mas eu acho que uma vez que percebas o que está por detrás disso, depois aí vais ter o fator de respeito que poucas pessoas vêem.

Nós temos procurado muito sobre este problema e uma das coisas que as pessoas diziam bastante – é quase um cliché agora – é que ” Oh os milenares, eles não querem comprar coisas, querem comprar experiências.” COncordas com isso?

Interessante. Eu acho que sim, provavelmente. A razão pela qual acho que isso é verdade é por causa daquilo que eles vêem nas redes sociais. Acho que muitas pessoas mostram as coisas boas da sua vida. E não me percebas mal, eu sento-me e fico do tipo ” Eu gostava tanto de fazer isso! Comer sushi numa ilha que ainda esteja fresca e mesmo à tua frente!” É tão interessante, vou perguntar aos meus amigos sobre isso.

Nós questionámos 800 milenares e da geração z, e 74% disseram que preferiam ter uma grande experiência do que gastar dinheiro numa marca luxuosa.

O que? Wow!

Então donde é que gastas o teu dinheiro?

Eu acabei de comprar uma nova capa, apenas para mim, amo bonecas e antiguidades. Amo música, então eu comprei muita compra e filmes. A minha casa é tão vazia, isto é apenas o meu quarto [ Agarra no telemóvel e gira em volta do quarto.] É muito simples e fofo. Tenho dois closets, para ter alguma coisa que me faça sentir bonita, quando me posso permitir alguma coisa especial. O meu namorado comprou-me uma bonita carteira da Chanel, e eu amo, e não foi apenas por ser uma carteira da Chanel mas sim por ser donde era e o que significava. Então eu uso-a com tanto orgulho, e eu sinto-me bonita quando a uso. Sinto-me do tipo ” Eu amo isto!” faz-me sentir feliz. Acabou de acontecer então todos os meus amigos não param de rir porque sempre que a tenho, eu sinto-me de certa maneira. E isso para mim é uma experiência. Eu vejo ambos os lados, porque eu tenho de trabalhar e fazer diferentes coisas. O meu trabalho requer que eu viaje mas eu já estive em tantos lados e ainda não vi nada, então há isso também.

Porque é que achas que a indústria da moda se apaixonou por ti?

Não faço a mínima! É uma pergunta estranha e eu não quero ser do tipo: “Oh, foi este o porquê!” porque eu não sei. Eu gostaria de dizer que talvez foi pela conexão que eu tenho com os meus fãs e ser capaz de fazer tudo o que faço com tanta paixão, amor e respeito. Espero que seja por isso

A colaboração com a Coach levou as coisas mais para à frente. Como é que isso aconteceu?

Eu primeiro conheci o Stuart, na realidade, com alguns dos membros da equipa dele, e ele veio ter ao escritório. Eu não estava à espera de nada. Eu não procurava pelas coisas, sempre senti que as coisas iriam chegar quando fosse suposto e depois já nos ocuparíamos das coisas que não tinham sentido. Então conheci o Stuart e o coração dele foi tão genuíno. Eu queria trabalhar com pessoas que quisessem trabalhar comigo. Não queria que parecesse forçado o nosso trabalho. Isso não dá para mim. Eu tentei isso, e não me senti bem. Em ambos os sentidos. Então vamos apenas fazer alguma coisa que os dois sejamos apaixonados. E foi apenas isso. Eu lembro-me de pensar: ” Eu amo a personalidade dele, será que eu consigo criar algo?” E ele estava do tipo, ” Claro! Por acaso eu gostaria que tu desenhasses uma coisa comigo.” Eu nunca tinha feito isso antes, mas as coisas que mais gosto de criar são acessórios. Eu poderia usar preto o dia todo, mas se eu tivesse algum acessório eu sentiria-me completa. Então começou com isso. Começou com ” Como poderíamos criar alguma coisa juntos, o que seria? O que iria representar?” E depois eu tive que trazer o anúncio da filantropia, porque isso é sempre uma coisa que eu tenho de fazer sempre, então falámos sobre a fundação e com cada compra da carteira que eu criei uma parte do dinheiro fosse para uma fundação que eu quisesse. Eu trabalho bastante com a Lupus Fundation e com coisas sobre a minha saúde mental, então isso anima-me sempre, e as crianças, eu trabalho muito perto com isso. Toda gente na equipa foi tão simpática e depois nós conhecemos as cabeças pensadoras e importantes e tudo se juntou.

Cabeças pensadoras!

Oh, tu sabes! É parte disso. Eu percebi que toda gente vai estar a trabalhar junta e desde aí nós críamos coisas fantásticas. Quando tens boas relações pessoais, isso reflete em tudo o resto que faças. O que eu percebi foi que quanto mais velha tenho ficado, tu podes ver na cara de alguém se eles não querem estar aí. Para mim, nós tínhamos jantares e aproveitávamos genuinamente a companhia de toda gente na família da Coach. A partir daí, ia avançando, como vamos a criar e transformá-la em campanha? Quanto é que vamos contextualizar as relações? Tornou-se tudo sobre carteiras e o quão pessoal as íamos fazer. Foi tão divertido ser capaz de me sentar lá e ter todos estes sonhos e juntá-los. 

Houve uma altura em que trabalhaste muito próxima com a Louis Vuitton, a grande casa europeia. Encontras alguma diferença entre as casas europeias e as americanas quando vais fazer coisas com a Vuitton?

Talvez a pronúncia?(Riso) Para ser honesta, é diferente quando estás a criar do que quando estás a apresentar. O Nicholas era tão bonito, eu amava a maneira que ele tratava a equipa dele. Foi um passo na direção certa e desde aí eu pude criar as minhas próprias coisas. Foi sempre isso que eu quis fazer. Se eu não estou a progredir quer dizer que estou parada, e eu não sou boa em estar parada.

Sim, eu percebo! Então, o que vem a seguir?

Eu passei por tanta coisa, e eu era tão nova, e havia tantos momentos em que me sentia do tipo, ” Queres saber, estou farta.” Mas há este fogo dentro de mim que eu não consigo explicar. Eu tenho dois dias de folga e isto já começa a queimar. Há alguma coisa dentro de mim que sabe que eu tenho de fazer alguma coisa. Eu quero ser comunicativa e quero criar e ser estimulada. Eu quero continuar a fazer coisas, a continuar a progredir. Quero sempre desafiar-me. Então, eu quero fazer o melhor que conseguir. É um pouco lamechas mas é verdade.

Estás de volta ao holofote outra vez, depois de ter um período complicado. Que ferramentas usas agora para lidar com os teus problemas para que não voltes a ter uma recaída?

O balanço entre o poder de dizer não e tratar de mim mesma. Tenho que me tratar bem e não tenho que me sentir culpada por causa disso. Eu vou dizer não sempre que precise de dizer não, e eu vou ter a certeza que não vou exagerar as coisas porque eu sinto que se eu não aceito tudo o que está a acontecer talvez possa parecer que sou ingrata, ou que não estou a fazer demasiado, Tenho de tratar bem de mim mesma. Terapia, fé, trabalho árduo, simpatia. Apenas isso.

Fonte: Business Of Fashion| Texto e tradução: Selena Gomez Portugal

 



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